É Verdade que o cérebros dos homens são realmente diferente das mulheres?

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O cérebro do homem é diferente do cérebro da mulher? Os comentários em cima disso são vários e até se dividem quanto às opiniões. Um dos comentários mais estereotipados são de que o homem possui um cérebro com ação motora e visão espacial, enquanto que o sistema nervoso feminino supera o do homem em capacidade de linguagem e sociabilidade.

Um artigo da revista científica “PNAS”, publicado no site da Folha de São Paulo, mostrou que a diferença entre as conexões entre os neurônios de homens e mulheres coincidem com o tipo de funcionalidade cerebral associada às habilidades mais femininas e mais masculinas.

A neurocientista responsável pelo estudo, Ragini Verma, e sua equipe de cientistas aplicaram mapeamento por ressonância magnética em 949 pessoas de 8 a 22 anos de idade. Os resultados mostraram que o tipo de divisão de habilidades psicológicas estão incorporadas com a cultura popular. Segundo ela, “Cérebros masculinos são estruturados para facilitar a conectividade entre ação coordenada e percepção, enquanto cérebros femininos são projetados para facilitar a comunicação entre os modos de processamento nutritivo e analítico.”

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Outras diferenças que foram apontadas no estudo são as anatômicas. Segundo as conclusões, as mulheres possuem mais núcleos de neurônios, a famosa massa cinzenta, do que os homens, no que diz respeito ao tamanho do cérebro. Mais isso não foi considerado desvantagem entre os sexos. O estudo também mostrou que os homens possuem mais “cabos” que conectam os neurônios, as famosas massas brancas compostas de axônios. Não foi detectado nenhum tipo de diferença anatômica entre o cérebro do homem com o da mulher.

Segundo a autora, a sugestão é de que as diferenças que o homem demonstra ter da mulher podem estar relacionadas com a diferença cultural e não propriamente no nascimento. Em entrevista ao site, a neurocientista e professora da UFRJ, Suzana Herculano-Houzel, “A evidência que eu conheço é que, quando existem diferenças quantitativas, elas são mínimas e têm uma influência cultural gigantesca. A cultura indica a expectativa, porque o estereótipo é essencialmente incutir expectativas diferentes em meninos e meninas.”

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